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VIDA SE FAZ POR CONTÁGIO

Meu Diário
05/05/2012 21h07
O poema

Ser mãe é atávico:
mais mar que terra

O leite materno baleia e golfinho
vulcão e lava

Ser mãe é ser montanha gretada,
e ser deserto entre um ou dois oásis

É ser uma duna
que lá nos milênios foi ilha vulcânica,
lavrada em lava


Ser mãe é ser um tanto
e um quase nada


Publicado por Eliane Accioly em 05/05/2012 às 21h07
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05/05/2012 21h06
Comentário ao poema _ troca de e.mails

Primona, eu mergulho sempre voce na minha piscina medicinal porque te quero muito bem e tenho as melhores lembranças dos nossos encontros..

O que eu mais gostei no seu poema é a facilidade que voce tem de usar figuras de linguagem, de uma forma muito pessoal e verdadeira.

Beijos com todo o meu amor


Publicado por Eliane Accioly em 05/05/2012 às 21h06
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05/05/2012 21h03
Carta: Resposta ao comentário de um poema

Primona,

 

Tenho experimentado e vivido tanto ser mãe quanto ser filha.

Cada dia faço um pouco mais as pazes com minha mãe.

Só há amor, mas ainda faço as pazes.

E aí, faço as pazes com a vida, o mundo, as pessoas, com o que me cerca, e comigo mesma.

Amanhã pego a Helô, espero que ela não tire o corpo na última hora H,

e, caso sim, vamos ver nossa mãe, carregadas de coisas para ela. Caso Helô não vá, como ocorre frequentementes, irei eu, o que fazer? 

Laevaremos ameixas pretas e linhaça dourada para o intestino,

calças de moletom de algodão grosso, para o frio, e nosso amor de filhas.

Se você estivesse aqui iria junto.

Detesto ir sozinha, me sinto só.

Levo você conosco,darei à ela o seu beijo,

 

Sua prima irmã,

 

 


Publicado por Eliane Accioly em 05/05/2012 às 21h03
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05/03/2012 13h03
Os cinco livros de Roberto Bolaño, em "2666"

Os cinco livros de Roberto Bolaño, em "2666"

 

Resenha de Eliane Accioly

de Roberto Bolaño, 2666.

Originalmente, pela vontade do autor, o livro publicado sob o nome de "2666" seria publicado em cinco livros, Lançado após a morte de Bolaño, surgiu como um livro de cinco capítulos. Obra de arte literária, única, eu diria, cada capítulo constitui em si um livro. Personagens transitam nos´diferentes livros/capítulos, em diferentes épocas de suas vidas, e uma cidade vai se constituindo como o lugar/espaço reunificador  das narrativas. Narrativas no plural porque a escritura de Bolaño, neste livro, é voluntáriamente fragmentada, feita de muitos fios, sem que nos percamos, e se sim nos perdemos, podemos nos reencontrar, e novamente nos perder. Digo voluntária porque Bolaño sabia passo a passo o que fazia. Um de seus recursos é quebrar a todo momento "o muro negro que separa o sonho da vigília"; ou desmanchar as fronteiras entre a sanidade e a loucura.

O personagem chave é o escritor Benno von Archuimboldi, candidato ao Nobel, figura mítica e histórica, no livro, e o ídolo de alguns críticos, que o tornam o leimotiv de suas vidas. Em torno de sua obra gravitam a vida de, pelo menos, quatro críticos. Archimboldi, em cuja história inicial (no último capítulo), como nascimento e infância nada nos levaria a crer que seria o escritor do porte em que se tornou. Nasce Hans Reiter, na Baviera, e luta na segunda guerra mundial, ele e seus parceiros de feleiras, que não tinham a menor ideia do que ali faziam. O eterônimo de Bolaño?

Descobri Roberto Bolaño lendo este livro, embora já houvesse escutado acerca do escritor chileno, morto prematuramente, talvez, das consequências de hepatite C.


Publicado por Eliane Accioly em 05/03/2012 às 13h03
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31/01/2011 07h38
Desassocego
O calor me tomou,
exército invadindo cidadela.
Dormi mal.
O invasor se instala.

Agoniada
aprendo 
preciso me acalmar
cuidar
limpar.

A cantora indiana
o ritual do fogo
e mantras me lembraram
do que parecia
esquecido.

Publicado por Eliane Accioly em 31/01/2011 às 07h38
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